Há cerca de cinco anos minha família e eu abrimos um restaurante no bairro do Jaçanã, localizado na Zona Norte de São Paulo. Um pouco antes nesta mesma época eu trabalhava como Analista de Suporte em um escritório na Avenida Paulista, fiz um acordo com eles para que me mandassem embora. Com o dinheiro da indenização e mais um pouco abrimos o restaurante.
O horário de trabalho era pesado, trabalhávamos de Segunda à Segunda das 06hrs até 15/16hrs, mas claro que tudo tem seu lado bom e ruim.
No restaurante eu exercia diversas atividades, ajudava na cozinha quebrando copos, ajudava no salão quebrando pratos, então acharam mais conveniente eu trabalhar no balcão e fazer as entregas de marmitex, pois como eu tinha uma moto facilitava bastante estas. No começo as entregas foram um pouco desastrosas, as entregas eram feitas naqueles baús típicos de entregadores de pizzas o que me faltava em habilidade com o baú, sobrava em desastres e trapalhadas causadas!
Um dos pedidos a serem entregues pertencia à proprietária de uma farmácia próxima ao restaurante. Anotei os endereços, ajeitei os marmitex no baú da moto e saí em meu destino. Como a farmácia era a entrega mais próxima do restaurante, foi minha primeira parada.
Desci da moto como baú nas costas e entrei na farmácia que não era muito grande, haviam duas prateleiras com os produtos formando os corredores da loja que encaminhavam ao balcão. Entrei no corredor central já procurando olhares de quem poderia ser aquela entrega, uma nobre senhora a me ver entrar um pouco perdido acenou com a cabeça dizendo a uma vendedora: “Chegou meu almoço!”.
Aproximei-me então do balcão e entreguei o marmitex para a senhora, guardei o dinheiro recebido e coloquei o baú novamente nas costas. Caminhando pelo corredor em direção a moto a senhora me chama já fazendo perguntas referente ao cardápio e valores dos marmitex que entregavamos. Rapidamente, com o baú nas costas, virei-me para responder tais perguntas. Não calculando direito o espaço do corredor, quando virei para conversar com a senhora derrubei TODOS os itens da prateleira a minha direita! Ergui as mão na cabeça já me desculpando pelo que havia acontecido dizendo: “Deixa que eu arrumo senhora! Deixa que eu arrumo!” Virei-me então para trás para recolher os itens que havia derrubado... neste movimento derrubei TODOS os itens da outra prateleira! A senhora ficou louca! Não sabia se ria ou se chorava! Praticamente me expulsou da loja e disse que eu não precisava arrumar nada porque eu poderia piorar a situação!
Em meio a gargalhadas dos vendedores subi na moto e fui fazer as outras entregas. Quando cheguei liguei para ela me desculpando novamente e tirando suas dúvidas que até então haviam ficado no ar. Ainda assim ela continuou pedindo marmitex conosco.
Abraços!
!Silvano Junior!
!Silvano Junior!
Essa historia fiquei conhecendo numa daquelas jantas que a tia fazia rs abs
ResponderExcluirMeu Deus! Dá pra fazer uma série de TV com essas suas trapalhadas... Tsc tsc... xD
ResponderExcluirsão destas estórias que surgiu o verbo embozanar!
ResponderExcluirMuito a sua cara hahaha quem te conhece sabe que vc faz isso mesmo, até pior hhuhuhu ta mto legal o blog Sil beijos Simoni
ResponderExcluirTchê no sul tu não era um desastre hauahuahua
ResponderExcluir